Projeto de lei prevê doação de créditos em energia solar para hospitais

Projeto de lei prevê doação de créditos em energia solar para hospitais

Um novo Projeto de Lei (PL) que objetiva aliviar os custos de hospitais e centros médicos durante a pandemia foi protocolado na Câmara na última quinta-feira (7) pelos deputados federais Franco Cartafina (PP/MG) e Lucas Redecker (PSDB/RS). A proposta prevê a doação dos créditos de energia elétrica provindas da Geração Distribuída para instituições que atuam no combate direto à Covid-19.

Segundo análise da vice-presidente de GD da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Bárbara Rubim, a medida requer ajuste regulatório pontual e não demandaria nenhuma adequação física ou técnica nos doadores, beneficiários ou mesmo nas distribuidoras de energia para entrar em vigor. “Os usuários da GD solar e demais fontes renováveis poderão doar voluntariamente seus créditos de energia para serviços públicos essenciais voltados à assistência social ou ao combate direto à Covid-19”, afirma.

O projeto conta com apoio técnico da Associação, que recomenda a regulamentação pela Aneel em até dez dias da publicação, com um ajuste pontual na Resolução Normativa 482, de 2012. A ideia foi sugerida pelo integrador Ricardo Rizzoto e estruturada e levada aos parlamentares pela entidade.

Franco Cartafina esclareceu que o PL não se destina a regulamentar de forma ampla a geração distribuída. “Buscamos apenas estabelecer uma diretriz específica a ser utilizada no período da pandemia, beneficiando instituições públicas na linha de frente do combate à Covid-19”, detalha.

O presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, lembrou que o país possui 2,8 GW de potência instalada na modalidade, com uma geração média de 408 GWh/mês, estimando que, com a doação de apenas 1% desse total, pode-se proporcionar uma economia na conta de luz das instituições beneficiadas em torno de R$ 2,28 milhões ao mês.

“No caso de a adesão viabilizar a transferência de 5% da geração na forma de créditos de energia, a economia atingiria a marca de R$11,4 milhões por mês, com o cálculo considerando a tarifa média de de R$ 0,56 por quilowatt hora do Brasil,”, pontua.

via>canalenergia.com.br
Energia solar favorece a descarbonização

Energia solar favorece a descarbonização

Segundo Adnan Amin, diretor da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), as fontes renováveis devem representar, até 2050, dois terços de toda energia produzida no planeta

Recente estudo apresentado pela Agência Internacional de Energia Renovável (International Renewable Energy Agency – IRENA, em inglês) indica que a tecnologia solar alcançou a potência mundial de 480,3 gigawatts no final de 2018. Valor este que vem do processo de cinco grandes potências – China (com 175 gigawatts), Japão (com 55,5 gigawatts), Estados Unidos (com 49,6 gigawatts), Alemanha (com 45,9 gigawatts) e Índia (com 26,8 gigawatts) – de querer descarbonizar o planeta, investindo na tecnologia fotovoltaica. 

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o Brasil possui atualmente uma potência operacional no setor solar de 5.114,3 megawatts. E entre 2012 e 2019 o setor criou mais de 130 mil empregos. Todo esse potencial também tem ajudado a melhorar o meio ambiente, uma vez que a energia solar é renovável, infinita, não emite gases poluentes, tem baixo custo de manutenção, ocupa pouco espaço e permite a instalação em diversos lugares, mesmo os mais remotos.

Justamente por não emitir poluentes, a tecnologia ajuda na descarbonização, melhorando o ar que todos respiram.  Além de todas essas características, para Ricardo Delneri, empresário do ramo de energia renovável e um dos sócios-fundadores da Renova Energia, a solar é uma importante fonte aliada no aumento do número de empregos no País. “A fonte solar irá crescer de forma muito acentuada pelos próximos anos e dentro de alguns anos estará na casa de milhões de brasileiros”, comenta.

O Brasil é um dos maiores emissores de gases do efeito estufa do mundo. Para mudar essa realidade, é necessário que empresas e cidadãos estejam verdadeiramente engajados em realizar a transição para uma economia de baixo carbono. Isso significa optar cada vez mais por processos, produtos e serviços que busquem mitigar o lançamento do CO2 na atmosfera.

É neste processo que a descarbonização entra. O sol é uma fonte inesgotável de energia, uma das soluções para alcançar a descarbonização é o uso da energia fotovoltaica. A tecnologia consiste na instalação e uso de painéis de captação da luz solar para geração da própria energia elétrica, seja em empresas ou residências.

Segundo Adnan Amin, diretor da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), as fontes renováveis devem representar, até 2050, dois terços de toda energia produzida no planeta, ou seja, o crescimento da energia solar irá contribuir para descarbonizar, pois não há emissão de gases durante a produção de energia; em 25 anos, a utilização de um sistema fotovoltaico impede que 108.641kg de CO2 sejam despejados na atmosfera e a economia na conta de luz pode atingir 90%, melhorando a gestão financeira dos lares e dando mais competitividade a indústrias, comércios e serviços.

São diversas as medidas que precisam ser adotadas para que a descarbonização aconteça. A melhor gestão dos recursos hídricos, com formas alternativas de captação da água da chuva, é uma delas. Também é importante a redução do uso de combustíveis fósseis e, com isso, a maior opção por biocombustíveis. No caso brasileiro, a energia solar é fundamental para uma efetiva redução nas emissões de carbono. A insolação no país é bastante alta, o que indica o enorme potencial dessa modalidade de geração de energia.

Fonte:Portalsolar

Teatro Municipal de Boa vista ganha usina de energia solar

Teatro Municipal de Boa vista ganha usina de energia solar

Equipamento custou quase R$ 5 milhões e foi instalada estacionamento do teatro

O Teatro Municipal de Boa Vista passou a ser abastecido por energia solar. Uma usina solar com 2.880 painéis fotovoltaicos no estacionamento do prédio. De acordo com a prefeitura, serão economizados R$ 80 mil por mês.

Segundo a prefeita Teresa Surita (MDB) o custo da usina foi de R$ 4,9 milhões e o equipamento tem garantia de 25 anos. A obra foi inaugurada nessa segunda-feira (27).

Ainda conforme o município, em cinco anos os gastos com investimentos na usina já estarão pagos com a economia gerada e os próximos 20 anos contarão com a diminuição de gastos públicos com energia pelo município.

“É o único teatro que eu conheço que tem um estacionamento com energia solar. Sem dúvida vai fazer com que essa modernidade traga uma outra condição para a nossa cidade, tanto na questão da economia como na questão da energia limpa que é tão importante nos dias de hoje em relação a poluição”, disse a prefeita.

Os painéis solares têm capacidade total de 1.000 kW e geram em média 140MWh. A energia gerada pela usina será consumida internamente e a sobra irá para a rede elétrica retornando à noite ou nos horários que não há sol. O excedente será utilizado em outros prédios públicos da cidade.

Além do teatro, o terminal Canuto Chaves, mercado São Francisco, Palácio 9 de Julho, Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente, 72 abrigos de ônibus climatizados e a Comunidade Darora contam com usinas solares.

A energia excedente do mercado São Francisco abastece também o Hospital da Criança, segundo a prefeitura.

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Google ajusta data centers para usarem mais energia solar e eólica

Google ajusta data centers para usarem mais energia solar e eólica

O Google divulgou nesta quarta-feira (22) que iniciou seu plano para que data centers aumentem o consumo de energia solar e eólica, diminuindo ainda mais a emissão de carbono na atmosfera. O controle da fonte de energia é feito com ajuda de uma plataforma computacional que roda dentro dos imensos prédios.

Se o seu computador gasta bastante energia para jogar Minecraft, imagine um data center do Google, que é um prédio que funciona como um servidor gigantesco e que garante que o vídeo de gatinho que você publicou no YouTube, seja visualizado por milhões de pessoas ao mesmo tempo e que estão espalhadas pelo planeta inteiro. É muita energia, que gera bastante poluição se a fonte dela for fóssil.

Desde 2007 o Google é uma empresa livre de carbono e desde 2017, fontes renováveis suprem a necessidade destes prédios, mas não o tempo todo. Agora o gigante das buscas conseguiu separar uma equipe para que criasse uma plataforma computacional que foque os esforços dos servidores (leia: gasto de energia) em momentos com mais vento ou luz solar, para que as turbinas eólicas e placas solares abasteçam a maior parte de sua necessidade energética.

A empresa diz que tarefas que não são urgentes, como criar um novo filtro para o Google Fotos, adicionar novas palavras ao Tradutor ou processar um vídeo do YouTube, são os maiores exemplos de carga de processamento que pode ser feita nestes horários. Também garante que serviços como pesquisas no buscador, rotas do Mapas e vídeos do YouTube (talvez as lives, neste caso) não sofrerão queda em desempenho. Melhor ainda: a novidade sequer exige um hardware novo.

Mais otimização no futuro do Google

O Google projeta que o próximo passo desta nova forma de uso inteligente de energia envolverá múltiplos data centers. A ideia é de enviar carga computacional para servidores que estão em locais onde o consumo de energia renovável está maior, diminuindo a emissão de poluentes e tudo isso acontecerá de forma automática.

Com informações: Google.

Consumidores residenciais com energia solar economizam na conta de luz durante a crise

Consumidores residenciais com energia solar economizam na conta de luz durante a crise

Há atualmente milhares de consumidores brasileiros que têm conseguido economizar na conta de luz usando a energia solar. É o caso de microempresário Célio Gurgel, que mora em Fortaleza, no Ceará. Segundo ele, depois que instalou um pequeno sistema fotovoltaico no telhado de sua casa há seis meses a economia média mensal tem sido de 70% no custeio com eletricidade.

Em tempos de crise pelo qual o Brasil está passando esta é uma boa notícia. Gurgel comenta que, além da parte financeira, tem também o aspecto da sustentabilidade, uma vez que a energia solar é natural, não polui o meio ambiente e é inesgotável. O sistema na residência do microempresário foi instalado pela empresa ECO Soluções em Energia, sob coordenação de Jonas Becker, que é executivo da empresa e coordenador estadual da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), entidade que reúne as empresas e profissionais de toda cadeia produtiva do segmento solar fotovoltaico no Brasil, da geração distribuída à geração centralizada. 

Estudos indicam que um sistema de energia solar em vida útil de pelo menos 25 anos. Portanto, um sistema bem dimensionado pode reduzir os gastos com a energia em até 95% para os consumidores residenciais. Desta forma, valores que seriam destinados ao pagamento da energia podem ser destinados para outras necessidades primordiais, como alimentação, saúde e educação. 

De acordo com a ABSOLAR, desde 2012, os investimentos privados em sistemas de energia solar em residências ultrapassaram R$ 4,2 bilhões no Brasil. As moradias representam 72,6% de todos os sistemas de geração distribuída solar fotovoltaica, de um total de mais de 210 mil conexões espalhadas por mais de 81% dos municípios do Brasil.

E as notícias boas não param por aqui. O Brasil ainda tem mais de 70 linhas de financiamento para quem quer adquirir a tecnologia, com taxas de juros abaixo de 0,9% ao mês, o que ajuda na instalação. A economia na conta de energia trazida pela fonte solar já paga a parcela do financiamento. 

Trata-se de um investimento importante, uma vez que os consumidores residenciais são os que pagam os maiores valores pela energia elétrica que consomem. Neste momento, a tecnologia solar fotovoltaica tornou-se uma importante aliada ao bolso do consumidor. Também ajuda no orçamento das empresas e dos governos, os protege contra aumentos anuais das tarifas e ainda ajuda o meio ambiente e a sustentabilidade.