Produtores rurais terão mais incentivo para projetos de energia solar

Produtores rurais terão mais incentivo para projetos de energia solar

Os produtores rurais contam com mais um importante incentivo a partir de agora. Lançado há alguns dias pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Plano Safra deve impulsionar o setor fotovoltaico e destinar cerca de R$ 2 bilhões para projetos de inovação deste segmento no meio rural. Este montante está previsto para o projeto 2020-2021 e trata-se de um aumento de 33,3% em relação ao período anterior.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), os investimentos em energia solar nas propriedades rurais já passam de R$ 1,7 bilhão no País. Os produtores rurais representam atualmente por 11,7% da potência instalada na geração distribuída a partir do sol no Brasil.

“A linha de financiamento pode ser acessada por produtores de todos os portes para a compra e instalação de sistemas fotovoltaicos, em todas as regiões do Brasil”, afirma Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, acrescentando que a oportunidade da energia solar no agronegócio é enorme e o interesse dos produtores rurais pela solução aumenta cada vez mais. 

A associação recomendou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ampliar o acesso a crédito para sistemas fotovoltaicos no campo. “O novo Plano Safra, lançado esta semana, deu um passo importante nesta direção, destinando mais recursos aos produtores rurais para facilitar o acesso à tecnologia. É mais uma importante conquista para o setor e a entidade parabeniza o Ministério pela iniciativa”, comemora o executivo. 

Compartilha da mesma opinião Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR.  “O uso da energia solar traz vários ganhos de competitividade aos produtores rurais, entre elas a redução com os custos com a eletricidade, o aumento da segurança elétrica, proteção do consumidor contra os aumentos das tarifas de eletricidade, aumenta a oferta de energia elétrica na propriedade rural, torna a produção no campo mais limpa e sustentável e agrega valor à marca do produtor rural”, comenta.

Na visão da associação, a tecnologia do setor de energia solar e o agronegócio têm uma enorme sinergia, que pode ser usada no bombeamento e na irrigação de água, na refrigeração de carnes, leite e outros produtos, na regulação de temperatura para a produção de aves e frangos, na iluminação, em cercas elétricas, em sistemas de telecomunicação, no monitoramento da propriedade rural, entre muitas outras funcionalidades.

Algumas propriedades rurais espalhadas pelo Brasil já se beneficiam com a energia solar fotovoltaica. Adotar medidas mais sustentáveis e econômicas faz toda diferença no produto e no bolso do empreendedor rural.  A propriedade que possui sistema de energia solar tem uma importante fonte de economia que elimina a pesada conta de luz.

Potência instalada de energia solar ultrapassa carvão e nuclear somadas no Brasil, informa ABSOLAR

Potência instalada de energia solar ultrapassa carvão e nuclear somadas no Brasil, informa ABSOLAR


 

Segundo a entidade, o mercado fotovoltaico já trouxe mais de R$ 30 bilhões em investimentos privados ao País Por Ricardo Casarin

A potência total instalada da fonte solar fotovoltaica no Brasil já ultrapassa a soma das usinas termelétricas à carvão mineral e nucleares no País, aponta levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). De acordo com a entidade, a potência solar totaliza 5.763,5 megawatts (MW), superando os 5.586,8 MW das demais fontes citadas. O mapeamento leva em conta tanto as grandes usinas solares quanto sistemas de geração distribuída.

 

“Com isso, a potência total solar ultrapassa em quase 4% a destas termelétricas, baseadas em recursos não-renováveis e com maiores impactos ambientais ao longo de todo o seu ciclo de vida”, declarou o presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk.

 

Segundo a entidade, o mercado solar já trouxe mais de R$ 30 bilhões em investimentos privados ao país, no agregado entre aplicações de pequeno, médio e grande porte. Desse total, R$ 15,52 bilhões foram aplicados em usinas de grande porte, especialmente nas regiões Nordeste e Sudeste. Os demais R$ 14,59 bilhões se referem a investimentos em pequenos e médios sistemas espalhados por todo o território nacional.

 

O CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, explica que o Brasil é uma nação solar por natureza, com condições privilegiadas para se tornar uma liderança mundial no setor. “A energia solar fotovoltaica reduz o custo de energia elétrica da população, aumenta a competitividade das empresas e desafoga o orçamento do poder público, beneficiando pequenos, médios e grandes consumidores do País.”

 

Somente em 2020, a potência instalada de geração solar do Brasil já apresentou crescimento superior a 1GW. “O mercado cresceu muito esse ano e a expectativa é de que continue crescendo. Óbvio que a pandemia afeta o setor e a economia como um todo. Não teremos o crescimento bombástico que projetávamos inicialmente”, declarou Sauaia, durante um webinar promovido pela Intersolar, maior feira do setor.

 

A expectativa inicial era que 4 GW de novas capacidades de geração fossem adicionadas até o final do ano. Com os impactos da pandemia da COVID-19, esse crescimento será reduzido. Porém, o dirigente avalia que a demanda represada poderá ser rapidamente retomada. “Observamos isso em países que já passaram por esse processo. O interesse do consumidor em reduzir custos e se engajar ambientalmente permanece.”

A ABSOLAR acredita que a fonte solar poderá ter um papel estratégico na retomada da economia brasileira nesse momento, atraindo bilhões de reais em novos investimentos privados, gerando milhares de empregos, fortalecendo a arrecadação do poder público e aliviando os custos da energia elétrica para os consumidores. “A energia solar também seguirá ajudando no combate às mudanças climáticas. Não podemos perder de vista que esse ainda é o maior desafio desse século”, completou Sauaia.

 

fonte: portalsolar.com.br

Usina em Jaíba tornará Minas o maior produtor de energia fotovoltaica do Brasil

Usina em Jaíba tornará Minas o maior produtor de energia fotovoltaica do Brasil

O governo de Minas anunciou nessa quarta-feira (3) que aprovou o licenciamento do maior projeto de energia fotovoltaica do Brasil – trata-se de uma usina de energia solar que será construída em Jaíba, no Norte do Estado, no valor de R$ 6 bilhões, e que deve possibilitar a criação de mais de 40 mil vagas de emprego diretas e indiretas.

Atualmente, Minas Gerais tem uma potência de 755 megawatts (MW) desse tipo de energia instalados e em construção, e é o quarto maior gerador do país, atrás somente de Piauí, Ceará e Bahia, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Essa nova usina, que deve começar a ser construída no segundo semestre de 2020, sozinha, terá capacidade total instalada de cerca de 1.357 megawatts, fazendo com o que o Estado tome a liderança no setor.

Com relação à geração distribuída, que é a instalada em residências, condomínios, indústrias, comércio, propriedades rurais e prédios públicos, Minas Gerais já é líder no Brasil, com potência de 512 megawatts. Isso corresponde a 19% de toda a energia solar fotovoltaica desse tipo em todo o país.

O investimento é feito pela empresa Aurora Energia, que considera o Norte do Estado como um excelente local para esse tipo de energia renovável. “A região Norte de Minas Gerais é um excelente lugar para a geração de energia solar fotovoltaica, pois tem níveis de insolação próximos às melhores regiões do planeta. Três microrregiões ao norte do estado, o sol sempre foi considerado um castigo diante da seca histórica, e que agora vive a expectativa de receber grandes investimentos no aproveitamento da fonte limpa”, informou a empresa.

Segundo o governador Romeu Zema (Novo), o Executivo está com os olhos voltados para a região com relação a investimentos em energia. “Minas se tornou um mercado bastante promissor para quem quer trabalhar hoje com energia distribuída, porque somos um Estado competitivo, temos um bom índice solar na região Norte e as empresas, na crise, começam a buscar alternativas para reduzir custos”, avalia.

Empregos

De acordo com estudos da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), a energia solar é a fonte renovável que mais gera empregos no mundo. A cada novo MW instalado, são criados entre 25 e 30 novos postos de trabalho. Se considerarmos que essa nova usina em Jaíba terá capacidade para 1.357 MW, o empreendimento poderá acarretar na criação de 40.710 empregos diretos e indiretos, não só no setor em si, mas em toda a cadeia produtiva.

“Com isso, o setor tem a capacidade de impulsionar uma nova cadeia de produtos e serviços, gerando milhares de oportunidades de trabalho, desenvolvimento tecnológico de ponta, além de proporcionar o desenvolvimento sustentável de inúmeras comunidades no Norte de Minas”, informou o governo.

Investimentos

Conforme informações publicadas pelo Executivo estadual, os avanços nesse setor partem das políticas públicas de fomento à energia solar, como a desburocratização de licenciamento ambiental e aprovação dos empreendimentos por parte da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

“A atração ocorreu por meio da Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi), que registrou saldo total de mais de R$ 5,6 bilhões de investimentos atraídos nos primeiros cinco meses de 2020. Em meio à pandemia e à crise econômica mundial provocada pelo coronavírus, o Estado está conseguindo gerar empregos e garantir a sustentabilidade na adoção de uma matriz renovável e limpa”, afirma.

Energia solar

A Energia fotovoltaica é a energia elétrica produzida a partir da luz solar, e, mesmo em dias nublados ou chuvosos, ainda pode continuar sendo produzida. Mas quanto maior for a radiação solar maior será a quantidade de eletricidade produzida.

Segundo a Absolar, devido à longa vida útil e alta durabilidade dos seus equipamentos e sistemas, os benefícios trazidos pela energia solar fotovoltaica permanecem sólidos com o passar dos anos. Isso faz da tecnologia uma opção atrativa para investidores, inclusive nesse momento em que os consumidores se sentem pressionados a buscar formas de reduzir seus gastos mensais com energia.

É considerada uma energia limpa, renovável e barata, que reduz a emissão de gases de efeito estufa e poluição do meio ambiente.

 

FONTE: https://www.otempo.com.br/

Hospital Unimed de Cachoeiro de Itapemirim passar a ter energia solar

Hospital Unimed de Cachoeiro de Itapemirim passar a ter energia solar

Com investimento de R$ 1,7 milhão, projeto fotovoltaico vai possibilitar uma economia de até 40% na conta de luz

Exatamente 1.560 módulos fotovoltaicos e quatro inversores foram instalados no Hospital Unimed de Cachoeiro de Itapemirim para formar a usina que passa a abastecer a instituição, localizada na Rodovia Cachoeiro x Safra. Um total de 1,7 milhão foi investido e vai possibilitar uma economia de até 40% no desembolso financeiro com o consumo de eletricidade pelo hospital, além de ser uma fonte de energia limpa, que contribui para a preservação do meio ambiente.

De acordo com Gediel Teixeira Xavier, diretor de Recursos Próprios da Unimed Sul Capixaba, a energia solar captada é transformada em energia elétrica e transferida, no mesmo instante, para a rede do hospital, após passar por quatro inversores.

Por parte da cooperativa, a expectativa ultrapassou o que era esperado, um total de 65.000 quilowatts hora/mês de geração de energia. No entanto, após os primeiros testes e no primeiro dia de funcionamento do sistema, essa perspectiva aumentou para cerca de 72.000 quilowatts hora/mês de energia.

A partir de agora, a cooperativa contará com o consumo de energia composto pela Usina de Energia Fotovoltaica e pela compra no Mercado Livre de Energia, um ambiente competitivo de negociação de energia elétrica onde os participantes podem negociar livremente todas as condições comerciais. 

A usina foi instalada em cinco meses, incluindo planejamento e estudos que consideraram diferentes variáveis, como a posição e a inclinação que possibilitaria o melhor aproveitamento da luz solar. Os equipamentos foram importados do Canadá e da Alemanha, têm tecnologia de ponta, com qualidade superior à grande maioria disponível no mercado. 

“Isso contribui muito para o desempenho e para que chegássemos a uma performance ainda melhor àquela que previmos inicialmente. Toda a produção também pode ser acompanhada por nós de modo on-line e em tempo real”, enfatiza Xavier.

Além da economia na conta de energia, a equipe de direção do hospital vê com bons olhos a instalação da usina, pois se trata também de uma contribuição para a preservação ambiental e a sustentabilidade da cooperativa, na medida que utiliza uma energia totalmente limpa.

Segundo Leandro Baptista, diretor-presidente da Unimed Sul Capixaba, o hospital passa a ser também um empreendimento sustentável ambientalmente, além de gerar a própria energia. “A redução das despesas é apenas uma consequência disso”, afirma.

A própria Unimed Sul Capixaba conta com outras ações para evitar o desperdício, com uso consciente de energia. A cooperativa tem sensores de presença com temporizadores nos banheiros, nas escadas e nos corredores da operadora, e os aparelhos de ar-condicionado foram trocados para o modelo inverter, além de serem realizadas rondas pelos vigilantes para identificar equipamentos eletrônicos ou lâmpadas ligadas sem necessidade após o fim do expediente.

FONTE: PORTAL SOLAR

Projeto de lei prevê doação de créditos em energia solar para hospitais

Projeto de lei prevê doação de créditos em energia solar para hospitais

Um novo Projeto de Lei (PL) que objetiva aliviar os custos de hospitais e centros médicos durante a pandemia foi protocolado na Câmara na última quinta-feira (7) pelos deputados federais Franco Cartafina (PP/MG) e Lucas Redecker (PSDB/RS). A proposta prevê a doação dos créditos de energia elétrica provindas da Geração Distribuída para instituições que atuam no combate direto à Covid-19.

Segundo análise da vice-presidente de GD da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Bárbara Rubim, a medida requer ajuste regulatório pontual e não demandaria nenhuma adequação física ou técnica nos doadores, beneficiários ou mesmo nas distribuidoras de energia para entrar em vigor. “Os usuários da GD solar e demais fontes renováveis poderão doar voluntariamente seus créditos de energia para serviços públicos essenciais voltados à assistência social ou ao combate direto à Covid-19”, afirma.

O projeto conta com apoio técnico da Associação, que recomenda a regulamentação pela Aneel em até dez dias da publicação, com um ajuste pontual na Resolução Normativa 482, de 2012. A ideia foi sugerida pelo integrador Ricardo Rizzoto e estruturada e levada aos parlamentares pela entidade.

Franco Cartafina esclareceu que o PL não se destina a regulamentar de forma ampla a geração distribuída. “Buscamos apenas estabelecer uma diretriz específica a ser utilizada no período da pandemia, beneficiando instituições públicas na linha de frente do combate à Covid-19”, detalha.

O presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, lembrou que o país possui 2,8 GW de potência instalada na modalidade, com uma geração média de 408 GWh/mês, estimando que, com a doação de apenas 1% desse total, pode-se proporcionar uma economia na conta de luz das instituições beneficiadas em torno de R$ 2,28 milhões ao mês.

“No caso de a adesão viabilizar a transferência de 5% da geração na forma de créditos de energia, a economia atingiria a marca de R$11,4 milhões por mês, com o cálculo considerando a tarifa média de de R$ 0,56 por quilowatt hora do Brasil,”, pontua.

via>canalenergia.com.br