Segundo Adnan Amin, diretor da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), as fontes renováveis devem representar, até 2050, dois terços de toda energia produzida no planeta

Recente estudo apresentado pela Agência Internacional de Energia Renovável (International Renewable Energy Agency – IRENA, em inglês) indica que a tecnologia solar alcançou a potência mundial de 480,3 gigawatts no final de 2018. Valor este que vem do processo de cinco grandes potências – China (com 175 gigawatts), Japão (com 55,5 gigawatts), Estados Unidos (com 49,6 gigawatts), Alemanha (com 45,9 gigawatts) e Índia (com 26,8 gigawatts) – de querer descarbonizar o planeta, investindo na tecnologia fotovoltaica. 

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o Brasil possui atualmente uma potência operacional no setor solar de 5.114,3 megawatts. E entre 2012 e 2019 o setor criou mais de 130 mil empregos. Todo esse potencial também tem ajudado a melhorar o meio ambiente, uma vez que a energia solar é renovável, infinita, não emite gases poluentes, tem baixo custo de manutenção, ocupa pouco espaço e permite a instalação em diversos lugares, mesmo os mais remotos.

Justamente por não emitir poluentes, a tecnologia ajuda na descarbonização, melhorando o ar que todos respiram.  Além de todas essas características, para Ricardo Delneri, empresário do ramo de energia renovável e um dos sócios-fundadores da Renova Energia, a solar é uma importante fonte aliada no aumento do número de empregos no País. “A fonte solar irá crescer de forma muito acentuada pelos próximos anos e dentro de alguns anos estará na casa de milhões de brasileiros”, comenta.

O Brasil é um dos maiores emissores de gases do efeito estufa do mundo. Para mudar essa realidade, é necessário que empresas e cidadãos estejam verdadeiramente engajados em realizar a transição para uma economia de baixo carbono. Isso significa optar cada vez mais por processos, produtos e serviços que busquem mitigar o lançamento do CO2 na atmosfera.

É neste processo que a descarbonização entra. O sol é uma fonte inesgotável de energia, uma das soluções para alcançar a descarbonização é o uso da energia fotovoltaica. A tecnologia consiste na instalação e uso de painéis de captação da luz solar para geração da própria energia elétrica, seja em empresas ou residências.

Segundo Adnan Amin, diretor da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), as fontes renováveis devem representar, até 2050, dois terços de toda energia produzida no planeta, ou seja, o crescimento da energia solar irá contribuir para descarbonizar, pois não há emissão de gases durante a produção de energia; em 25 anos, a utilização de um sistema fotovoltaico impede que 108.641kg de CO2 sejam despejados na atmosfera e a economia na conta de luz pode atingir 90%, melhorando a gestão financeira dos lares e dando mais competitividade a indústrias, comércios e serviços.

São diversas as medidas que precisam ser adotadas para que a descarbonização aconteça. A melhor gestão dos recursos hídricos, com formas alternativas de captação da água da chuva, é uma delas. Também é importante a redução do uso de combustíveis fósseis e, com isso, a maior opção por biocombustíveis. No caso brasileiro, a energia solar é fundamental para uma efetiva redução nas emissões de carbono. A insolação no país é bastante alta, o que indica o enorme potencial dessa modalidade de geração de energia.

Fonte:Portalsolar